OFTALMOLOGIA

Em todo o mundo, em todas as culturas, os olhos são considerados como a janela para a alma, o espelho das nossas emoções. Estão-lhes associados sentimentos e incontáveis poemas, contos, provérbios, etc. são-lhes dedicados. Noutra perspectiva, mais corriqueira, correcta ou incorrectamente a visão é considerada o mais importante de todos os sentidos.

Para o normal desenvolvimento e funcionamento dos olhos a melanina é fulcral. 

As pessoas com albinismo têm vários problemas como visão subnormal, miopia ou hipermetropia intensas, nistagmo, estrabismo, fotofobia e astigmatismo.

Estes problemas acabam por se reflectir em várias dimensões da vida das pessoas com albinismo, como por exemplo, no (in)sucesso escolar e profissional.

Nas missões médicas pretende-se efectuar consultas ao maior número possível de pessoas com albinismo e ainda dar formação sobre as últimas técnicas, tanto aos residentes dos hospitais como aos alunos dos cursos de Medicina.

PRIMEIRA MISSÃO MÉDICA DE OFTALMOLOGIA

 

A Primeira Missão Médica de Oftalmologia decorreu de 1 a 12 de Setembro de 2017, em Nampula e Maputo. Foram consultadas 95 pessoas com albinismo e 75 receberam gratuitamente, nos meses seguintes, óculos graduados com protecção UV, oferta de ópticas amigas.

Foram efectuadas ainda intervenções cirúrgicas a cataratas, além de terem sido examinados outros pacientes sem albinismo e com patologias complicadas, bem como uma acção de esclarecimento/formação aos alunos da Universidade do Lúrio e uma acção de formação a médicos dos Centros de Saúde de Maputo.

SEGUNDA MISSÃO MÉDICA DE OFTALMOLOGIA

 

A Segunda Missão Médica de Oftalmologia decorreu de 28 de Setembro a 8 de Outubro de 2018, em Nampula e Maputo. Foram consultadas pela primeira vez 108 pessoas com albinismo, acrescidas de 8 que foram à segunda consulta, para garantir que a situação estava estabilizada. As pessoas consultadas vão receber gratuitamente óculos graduados com proteção UV, oferta de ópticas amigas.

Foram realizadas várias cirurgias a cataratas e tumores palpebrais e foram consultadas um número muito grande de pessoas sem albinismo, mas com patologias complicadas, especialmente em Nampula, numa acção de apoio aos departamentos de oftalmologia dos hospitais centrais das duas cidades.

Foram realizadas acções de formação a médicos internos dos dois hospitais e estudantes da Universidade do Lúrio e do Colégio Médico de Medicina Familiar e Comunitária de Maputo, sobre situações de oftalmologia mais significativas para as pessoas com albinismo.

Com a capacitação dos actuais e futuros médicos de Moçambique, estão a ser criadas as condições para que no futuro a população de pessoas com albinismo de Moçambique tenha o necessário acompanhamento a tempo inteiro, sem depender de recursos externos.

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